quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Veganos


Os bichos são tão importantes quanto os humanos?


A saúde humana foi rebaixada à vida animal. Vamos à seguinte reflexão, baseada em um acontecimento hipotético, para buscar entender a "moral vegana":

Se um navio lotado de veganos tragicamente naufragasse com suas fórmulas vegetalizadas e todos eles estivessem a salvo numa ilha cheia de animais selvagens e pés de coco, um verdadeiro TIPO viveria (ou melhor, sobreviveria) somente de carne de coco como fonte de alimento, não é? 

    Ele precisa da carne verdadeira para sobreviver, mas diminui a importância de sua própria vida, fazendo-se livremente suscetível à morte – como muitos atestados de óbitos de frutívoros podem comprovar – em prol da vida da elite do Reino Animal. O veganismo funciona como uma subclasse do sistema calvinista, em que os humanos, racionais, são os deuses da natureza e sacrificam por uma minúscula parcela do mundo animal. Minúscula sim. Amam as vacas, os porcos e as galinhas, mas e os piolhos, as baratas e as lombrigas?


Por que o veganismo é um problema?


Já parou pra pensar como funcionaria a Veganolândia? Todos teriam de ser veganos, visto que não permitiriam a morte de um dito igual, não é? Dependendo de onde se localize, como funcionará o nicho dos animais que lá vivem? Irão prover bananas para os leões, barrar sua parte do mar e alimentar os tubarões com melancia? Alimentar os piolhos em um ecossistema artificial? "Vacinar" os mosquitos para não transmitirem leishmaniose, dengue ou qualquer outra doença endêmica? É o carnaval dos bichos, e Saint Saens ficaria chateado. Qual é a finalidade de toda essa crença? Já desprezaram a raça humana e agora querem servir aos animais?

As benevolências do Egito


E as baratas? Também não são elas animais? Tomam ivermectina matando seus vermes. Defendam os neurocisticercos! Quem vale mais, o porco ou o cisticerco? Quem vale mais: o cisticerco, ou o homem? Que referencial é esse que usam para medir toda a vida de um porco com a do ser humano? Acaso são irmãos? Por que protegem os porcos, mas não os ovos da tênia? Vamos abolir a ivermectina? Qual é o referencial para definir que animais têm direito à vida? Se não existe referencial absoluto para definir o direito à vida, a verdade não existe. Numa loucura cega, querem relativizar tudo. O mundo está doente, mas despreza os médicos sãos e vai atrás dos charlatões. 

Qual é a finalidade disso tudo?


Qual é a finalidade disso tudo? O mundo existe pra que todos se tornem veganos e vivam em paz? Sem a interferência dos homens, os bichos vivem segundo sua natureza, e é natural que uns vivam e outros morram. Na raça humana, temos a lei moral e podemos discernir o que é certo e errado. 


Você vive e morre pra algo efêmero, que vai se encerrar e não tem importância alguma. À beira da morte, de que valeria "salvei as galinhas e as vacas de serem mortas", mas e o destino das almas? Em vez de se concentrar na batalha do bem contra o mal, se distraem no castelo de Herodes que é o veganismo e assim tantas outras ideologias que querem distorcer os valores, desconstruir a verdade. De que vale salvar cachorrinhos e matar uma família miserável de fome lá na China?


sexta-feira, 11 de outubro de 2024

A casa do nosso coração

    Leitura do Evangelho segundo São Lucas (Lc 11, 15-26)

    No Evangelho de São Lucas, havia uma casa cujo demônio foi expulso por alguém mais forte. Enquanto vagava pelo deserto, decidiu retornar a ela e a encontrou vazia. Ao notar a oportunidade, saiu e voltou com mais seis demônios piores do que ele.

    Temos que vigiar a casa do nosso coração. No Batismo, o demônio que habitava o nosso coração por causa do pecado original é expulso. Se uma pessoa pecar gravemente, caindo em uma vida toda errada, será pior do que antes, como atesta o Evangelho: ela tinha só um demônio e depois tinha mais seis piores que o primeiro. 

    Como diz o ditado popular: "Mente vazia é oficina do diabo". Da mesma forma funciona o nosso coração, que não deve ser negligenciado. A casa não estava bagunçada, a Escritura é clara em dizer que está arrumada e limpa. No entanto, o dono se descuidou e saiu. "Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar." (1 Pe 5, 8).

    Para baseá-la em um exemplo da vida cotidiana, é similar a um ex-alcoólatra que passa 15 anos sem pôr um pingo de álcool na boca, mas um dia diz "Ah, mas se eu só tomar um gole... já faz 15 anos, eu posso me controlar!" e assim cai em uma cova muito mais profunda que a anterior, entregando-se não só à bebedeira, mas a outros pecadores ainda piores.

    Isso não acontecia com Nossa Senhora. Por quê?  Porque ela estava vazia de si e cheia da graça, cheia de Deus. A mente nem o coração da Virgem Maria estavam vazios, pelo contrário: o que lhe acontecia, o Evangelho nos diz que "Ela meditava em seu coração". As nossas maiores armas são a Missa, o Santo Terço, a Confissão e a meditação da Palavra de Deus. É nessa união íntima com Deus que nos protegemos. Se nos armarmos assim, não precisaremos ter medo porque escolhemos Deus, uma escolha que deve ser renovada todos os dias.

    Uma observação é que essa passagem também nos mostra a importância de não murmurar, isto é, não reclamar. Um santo costumava dizer que "reclamar é louvar ao demônio". E quantas vezes não reclamamos no dia a dia, como se isso fosse mudar alguma coisa? Precisamos ser gratos todos os dias pela amor de Deus e até mesmo pelos sofrimentos no dia a dia, por piores que sejam, pois "não cai um fio de nossas cabeças sem que ele o permita", e tudo isso permite a nossa santificação e união com Ele.