quinta-feira, 4 de setembro de 2025

O corsário dos nossos tempos

Um pensamento que me vem... A pirataria é errada porque as editoras, os cinegrafistas, enfim, seus funcionários não vão receber o devido valor pelo seu trabalho. Então, como não é correto o uso de sites piratas, que devo eu fazer para ler um livro físico ou um e-book? Comprá-lo! Aí está!




Entra uma problemática com dois institutos: o sebo e a biblioteca. O primeiro se utiliza de uma reciclagem, e o segundo, de alguém que compra pra uso coletivo. Veja que, ao longo de 10 anos, em vez de 500 leitores comprarem 500 livros, podem pegá-lo na biblioteca por um tempo e aí ler.


Nada de errado nisso, faz parte de outros setores (roupas, eletrônicos, etc.). MAS


Por que raios não existe um sebo de dvds ou uma videoteca?! Por que as universidades, os governos não fazem a verdadeira proeza de promover cultura com bons filmes? 


Não tenho o direito de assistir aos clássicos "A vida é bela", "O banquete de Babett” ou “12 homens e uma sentença” porque não tenho dinheiro e, ainda que eu fosse assinante de 1 ou 2 plataformas legais de streaming, sem dúvida eles não estariam nelas, e eu precisaria comprar à parte, e haja dinheiro! Quanto ao domínio público, só poderei ter essa felicidade aos na terceira idade? Essa geração estará viva até lá?


Fica aqui minha indignação alarmante tal qual um bilhete em caixa alta mantido em uma garrafa transparente fechada com uma rola boia na água à espera de que alguém com poder que a encontre.