quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Memórias Póstumas de Brás Cubas – Joaquim Machado de Assis

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  O romance "Memórias póstumas de Brás Cubas", escrito por Machado de Assis em 1881, conta a trajetória da vida não romântica do defunto autor Brás Cubas até o período de sua morte, ocorrida pela pneumonia; disserta a história de um rico e solteiro homem que narra suas memórias de vida em primeira pessoa. 
   Brás Cubas nasce em 20 de outubro de 1805 e falece em 6 de agosto de 1869 e narra, de forma irônica e por meio de metáforas, a sua relação com os amores de sua vida. Sua cerimônia fúnebre fora realizada por onze amigo, entre eles sua irmã Sabina e sua ex-amante Vigília. Ele decide descrever suas memórias postumamente sem preocupar-se com as opiniões alheias, além de homenageá-las ao verme que roeu as frias carnes de seu cadáver, iniciando a obra pelo seu enterro. 
   Em sua infância, relata suas traquinagens e maus tratamentos ao escravo Prudêncio, sua amizade com Quincas Borba, um colega de escola, e os amores adúlteros de dona Eusébia. 
   Em sua juventude, retrata seu relacionamento com a prostituta de luxo Marcela, que, além de ter sido seu primeiro amor, deu-lhe o primeiro beijo, quando ele tinha 17 anos, e que amou-lhe por quinze meses e onze contos de réis. Brás Cubas é mandado a Coimbra, onde bacharela-se em Direito, iniciando sua carreira política, e tenta curar seu amor pela prostituta, que era indesejado pelos pais; retorna à sua terra, o Rio de Janeiro, quando sua mãe morre, enquanto namorara Eugênia, o que faz seu pai decidir casar-lhe com Vigília, que prefere e casa-se com Lobo Neves. 
   Quando seu pai morre, há um conflito entre o protagonista e sua irmã para decidir com quem fica a herança. 
   Vigília e Brás Cubas tornam-se amantes, o que o faz pagar alguns contos de réis a dona Plácida, que descobre o adultério e, com o dinheiro, arranja-lhes uma casa para a ocorrência da traição e enterra o assunto em segredo. 
   Quando Lobo Neves parte para o Norte, pois torna-se presidente, Vigília, sua esposa, com ele parte, terminando o relacionamento secreto entre ambos. Brás Cubas, após a fria separação, aproxima-se de Nhá Loló, parenta de seu cunhado Cotrim, mas ela morre de febre amarela antes de casarem-se. Aos poucos, Quincas Borba, dona Plácida e outros personagens vão-se, o que faz Brás Cubas querer inventar um remédio que cure todos os males da humanidade, mas não o cria porque morre de pneumonia, porém crê que morreu pela indagação de uma ideia fúnebre. Brás Cubas não conseguiu nada que almejava e, por isso, seu enredo final é cheio de frustações. 

Rebecca de Santana

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