quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Os Ratos – Dyonelio Machado

   O romance "Os ratos", de Dyonelio Machado, foi produzido em 1935 e tem como história a relação financeira de Naziazeno com o capitalismo e sua busca pelo dinheiro retratada em 28 capítulos. 
    O tempo é cronológico, o cenário é o estado do Rio Grande do Sul, o narrador é observador, a linguagem é coloquial com um vocabulário substantival erudito e a separação de capítulos é feita de acordo com pausas. 
  A obra relata a penuriosa vida de Naziazeno Barbosa, sua mulher Adelaide e seu filho Mainho quando o leiteiro conta que só lhes dá um dia para pagarem sua dívida de cinquenta e três mil-réis. 
  Naziazeno, por conselho de Adelaide, não pode destruir a oportunidade e continuidade de ter leite em sua casa porque seu filho, de quase quatro anos, está doente de meningite; já deixaram de comprar manteiga para diminuir os gastos, porém não podiam viver sem o leite. 
   A história passa-se em aproximadamente vinte e quatro horas. Naziazeno, sem tomar café da manhã, com a ajuda de seus amigos, incluindo o Duque, vai a alguns agiotas pedir dinheiro emprestado (arredondando, ficando sessenta mil-réis); quando, por fim, Alcides Kônrad troca seu anel de bacharel por uma quantia de trezentos e cinquenta mil-réis. 
    Ao conseguir o dinheiro, Naziazeno compra manteiga e brinquedos para o filho, além de investir em sapatos para a esposa enquanto tem os cinquenta e três mil-réis à espera do leiteiro. Porém ocorre um imprevisto: os ratos (eis o porquê do título) roem não somente as mobília e comida da casa, mas também o suado dinheiro que Naziazeno conseguira. 
   Por fim, a obra termina com o leiteiro pela madrugada despejando o leite de Naziazeno, que dorme. 
   
  Rebecca de Santana

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Memórias Póstumas de Brás Cubas – Joaquim Machado de Assis

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  O romance "Memórias póstumas de Brás Cubas", escrito por Machado de Assis em 1881, conta a trajetória da vida não romântica do defunto autor Brás Cubas até o período de sua morte, ocorrida pela pneumonia; disserta a história de um rico e solteiro homem que narra suas memórias de vida em primeira pessoa. 
   Brás Cubas nasce em 20 de outubro de 1805 e falece em 6 de agosto de 1869 e narra, de forma irônica e por meio de metáforas, a sua relação com os amores de sua vida. Sua cerimônia fúnebre fora realizada por onze amigo, entre eles sua irmã Sabina e sua ex-amante Vigília. Ele decide descrever suas memórias postumamente sem preocupar-se com as opiniões alheias, além de homenageá-las ao verme que roeu as frias carnes de seu cadáver, iniciando a obra pelo seu enterro. 
   Em sua infância, relata suas traquinagens e maus tratamentos ao escravo Prudêncio, sua amizade com Quincas Borba, um colega de escola, e os amores adúlteros de dona Eusébia. 
   Em sua juventude, retrata seu relacionamento com a prostituta de luxo Marcela, que, além de ter sido seu primeiro amor, deu-lhe o primeiro beijo, quando ele tinha 17 anos, e que amou-lhe por quinze meses e onze contos de réis. Brás Cubas é mandado a Coimbra, onde bacharela-se em Direito, iniciando sua carreira política, e tenta curar seu amor pela prostituta, que era indesejado pelos pais; retorna à sua terra, o Rio de Janeiro, quando sua mãe morre, enquanto namorara Eugênia, o que faz seu pai decidir casar-lhe com Vigília, que prefere e casa-se com Lobo Neves. 
   Quando seu pai morre, há um conflito entre o protagonista e sua irmã para decidir com quem fica a herança. 
   Vigília e Brás Cubas tornam-se amantes, o que o faz pagar alguns contos de réis a dona Plácida, que descobre o adultério e, com o dinheiro, arranja-lhes uma casa para a ocorrência da traição e enterra o assunto em segredo. 
   Quando Lobo Neves parte para o Norte, pois torna-se presidente, Vigília, sua esposa, com ele parte, terminando o relacionamento secreto entre ambos. Brás Cubas, após a fria separação, aproxima-se de Nhá Loló, parenta de seu cunhado Cotrim, mas ela morre de febre amarela antes de casarem-se. Aos poucos, Quincas Borba, dona Plácida e outros personagens vão-se, o que faz Brás Cubas querer inventar um remédio que cure todos os males da humanidade, mas não o cria porque morre de pneumonia, porém crê que morreu pela indagação de uma ideia fúnebre. Brás Cubas não conseguiu nada que almejava e, por isso, seu enredo final é cheio de frustações. 

Rebecca de Santana

APRESENTAÇÃO


Este blog é de uso particular, mas se por algum acaso chegaram aqui... sejam bem-vindos! Vou postar alguns pensamentos, aprendizados e questionamentos que acredito serem edificantes. Eu não tenho — tampouco pretendo ter — formação em qualquer área da linguística. 

The Hobbit (1977)
Sou apenas uma apreciadora do belo universo criado por Tolkien. Fique à vontade para acrescentar ou sugerir algo por meio dos comentários.

Que Jesus, Maria e José caminhem convosco =D

At.te,
Rebecca